:: depoimentos

> atuação
>sobre "O Menino do Dedo Verde"

“Numa discussão bem humorada sobre as relações entre adultos e crianças o espetáculo é de uma singeleza ímpar, como uma construção em silhueta de todas as situações desenvolvidas. No pequeno armário que serve de palco estão contidos todos os objetos de cena. E o caráter destes revela a sabedoria dos criadores do espetáculo. Tudo é mínimo, essencial: conhecemos o velho bigode, pelo simples bigode mesmo, o pai e a mãe de Tistu, num único boneco, o que exige maestria do ator na sua manipulação, mas que implica num jogo gestual preciso e cheio de humor crítico.

Não bastasse isso, a poesia que perpassa todo o espetáculo, na singeleza das cores, na composição do espaço, nos materiais utilizados, há ainda o próprio boneco: Tistu é uma cabeça e um pano, e, no entanto, quanta vida nos surge a partir de sua manipulação e voz tão bem delineada que lhe atribui o ator [...].

Um trabalho de parceria sem dúvida, é o que se identifica aí, no encontro de Daniel Olivetto e Marcelo de Souza, dois amantes e conhecedores do teatro de bonecos, que sabem fazer boa dramaturgia, para grandes e pequenos, e que falando a estes últimos não os minimizam. Fugindo de todos os estereótipos do que se costuma produzir no teatro dito infantil, a Cia. Experimentus Teatrais nos oferece um belo espetáculo que guardamos para muitos momentos de reflexão. Saímos sempre emocionados, adultos e crianças, e reconhecemos nossa humanidade tão frágil e precária em todos os aspectos sociais que o espetáculo desenha”

ELIANE LISBÔA 
Dramaturga, Crítica Teatral e Professora / Doutora em Teoria Literária / Mestre em Informação e Comunicação
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“A arte não vinculada à mídia de massa, vive com orçamentos baixíssimos e ainda assim, e talvez por isso, continua sendo arte, podendo ser de primeira qualidade, como é o caso da peça O MENINO DO DEDO VERDE, apresentada pela Cia Experimentus Teatrais de Itajaí, num solo delicado e contagiante. Solo? Não, os bonecos que contracenam com o ator são tão vivos que os levamos juntos no coração, depois de assistir o espetáculo. Um espetáculo terno, tomado por um malabarismo comum a quem sabe construir arte com poucos recursos e, com isso, dar vazão a uma contida criatividade, cada vez mais sufocada em nós pelas máquinas, pelo concreto, lan houses, fliperamas, filmes apelativos e televisão (...) Para isso colaboram um figurino que não rouba a atenção da vida dos personagens; uma trilha sonora bem escolhida, que nos leva longe no ritmo da emoção; um cenário simples e, por isso mesmo, que nos surpreende por conseguir apresentar tantas regiões diferentes num mesmo palco; um ator amadurecido precocemente nas experiências de palco, que flutua suavemente pelo nosso imaginário, sem jamais feri-lo e, acima de tudo, um elemento fundamental ao gênio humano: a criatividade, que nos faz voar junto com Tistu por jardins esquecidos em nossa memória”.

MAURO CAMARGO 
Escritor / Autor de livros como "Ana Cabeluda do Pano na Cabeça", O Magneto", entre outros.
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“O espetáculo solo de Daniel Olivetto, sob a direção de Marcelo F. Souza, tem a árdua e bem sucedida tarefa de verter para o palco o romance de Maurice Druon, O Menino do dedo verde, história bem conhecida por crianças e adultos, que mesmo escrita em 1957, estoura no Brasil nos anos 60/70, como um novo O Pequeno Príncipe, ou um quase Fernão Capelo Gaivota. Do trio publicado, Tistu é sem dúvida o mais simpático de todos [...].

No palco, Daniel Olivetto, sem nenhuma empanada ou “rede de segurança” se lança nessa aventura teatral num fôlego só. Amparado por um telão de retalhos azuis que lembra a delicada lona dos cirquinhos, vestindo um figurino enxuto inspirado nos bufões, o ator manipulador representa todos os personagens e recria as situações da obra com adereços muito bem colocados [...].

A direção de Marcelo F. Souza, que também assina a dramaturgia, deixa o ator Daniel Olivetto bem a vontade em cena quanto a manipulação e interpretação dos diversos personagens. (...) “O menino do dedo verde”, é um espetáculo que encanta crianças que ainda não conhecem a história e adultos que se lembram dela com saudade. Ultrapassando as fronteiras de uma possível rivalidade, emociona também outros bonequeiros na platéia”.

LÚCIA CERRONE
Jornalista, Crítica Teatral e Dramaturga
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> direção
>sobre o espetáculo "Dois Amores e um Bicho"

“A peça Dois amores e um bicho da Cia Experimentus é uma montagem convencional do texto do venezuelano Gustavo Ott. Um convite às idiossincrasias da vida privada. Não haveria interesse algum em assistir os problemas domésticos de uma família, se estes não fossem reveladores de uma situação que está engasgada na garganta da sociedade. É um ato de coragem os atores Jô Fornari, Marcelo F. de Souza, Sandra Knoll e do diretor Daniel Olivetto mostrarem em cena a brutalidade daquilo que convencionamos chamar de normalidade [...].

Aos poucos, a peça vai levantando o tapete para que o público aprecie seus preconceitos. Tudo isso só foi possível pelas excelentes escolhas que a direção tomou para construir um espaço acolhedor onde os segredos rondam e podem vir à tona. O cenário de Roberto Gorgati e o figurino de Bárbara Biscaro se completam no lugar de apontar para o cotidiano e usual como as máscaras da loucura em que vive a torpeza do ser humano.”

HUMBERTO GIANCRISTOFARO 
Crítico Teatral  da Revista "Questão Crítica"
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>sobre o espetáculo "Hagënbeck Ltda"

“Fui à estréia do espetáculo Hagënbeck Ltda. da Cia. Experimentus. Naquele momento percebi que tínhamos diante de nossos olhos um espetáculo que se construía. Um ator que buscava na sutileza uma personagem que tentava entender o seu entorno neste mundo que se “civiliza”. Um diretor que no emaranhado de um texto rebuscado e fragmentado, bem ao gosto do teatro contemporâneo, buscava amarrar as ações do ator a uma proposta que não caminhava pelo teatro fácil. Elementos cênicos que de forma limpa e planejada se juntava a encenação. Era um espetáculo em construção. De qualquer forma um bom nascimento [...].

A direção (Daniel Olivetto) já conseguia organizar todo o caos que o ator propunha e que a própria encenação desejava. Isso mesmo, o desejo me parece ser um elemento fundamental nesta busca incessante entre o ator e o diretor. Daniel é também sutil, sem ser presunçoso. O maravilhoso de um espetáculo é quando ele parece ser simples, quando na verdade é de um primor de detalhes e de refinamento estético que nos embriaga e nos tornamos cúmplices de suas tramas. Somos enjaulados positivamente pela proposta cênica e pela criação “espetacular”. Temos um trabalho movido pela razão, mas tomado pela emoção de quem molda uma peça rara. Parece óbvio, mas o que vemos é teatro na sua essência.

Todo o restante que compõe a encenação (luz, trilha sonora, elementos cênicos, cenário, figurino) está milimetricamente pensado sem ser hermético. Formam um conjunto de cores e sombras que ajudam a contar a saga da personagem. Nada está em excesso, nada sobra.

É isso! Temos um espetáculo teatral orgânico, emocionante que não busca o fácil, mas faz o difícil ser simples e compreensível. Trabalho árduo da companhia, mas que resulta num excelente resultado cênico, estético e com assinatura”.

LOURIVAL ANDRADE JR
Diretor Teatral e Professor / Doutor e Mestre em História,
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“São muitos os prazeres que nos oferece o espetáculo Hagenbeck, da Cia Experimentus de Itajaí, entre eles a manipulação exemplar do boneco/macaco e a performance precisa do ator Marcelo de Souza. Mas mais do que tudo é a leitura e a entrega do texto de Kafka, no modo como foi concebido e desenhado na cena [...] A montagem de Hagenbeck nos revela mais uma vez a força da dobradinha Marcelo de Souza e Daniel Olivetto (com a permanente assistência de Sandra Knoll), que com muita maestria tem sabido explorar bons textos, mas sobretudo transpô-los à cena enriquecendo-os no desenho exato pedido pela teatralidade; colocando assim o texto a serviço do teatro, e nos fazendo ler Kafka e além dele (se é que isto é possível)”

ELIANE LISBÔA
Dramaturgia, Crítica Teatral e Professora / Doutora em Teoria Literária / Mestre em Informação e Comunicação
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> figurino
>sobre o espetáculo "Espia Só!"

“As sonoplastias de Casa de Orates, Fabio Kabelo e Fernando Knoll dão o tom correto às três cenas. As caixas de teatro lambe-lambe estão dispostas em belíssima cenografia de Roberto Gorgati, uma tenda estilizada que remete aos povos ciganos e ao colorido circense, criando um cuidadoso ambiente de detalhes. Os figurinos de Daniel Olivetto têm o mesmo esmero e beleza”.

LUCIANO MAZA
Crítico, Criador e Editor do site "Caderno Teatral" / Dramaturgo e Diretor Teatral
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> design
sobre os fotolivros de Ana Trevisan

"Já fazia tempo que precisava de um portfólio impresso para poder mostrar aos clientes em potencial que procuram o meu trabalho. Foi então que conversei com o Daniel, e de cara ele amou a idéia e ficou empolgado por ser um portfólio de arquitetura, também uma de suas paixões. Pronto! Tivemos imediatamente uma identificação, e as idéias foram surgindo rapidamente. Além de talentoso, o Dani é uma pessoa maravilhosa, parceiro e detalhista, o que influência e muito na qualidade final do trabalho. O resultado da parceria foram dois fotolivros (um de Interiores e outro de Paisagismo) que ficaram incrivelmente lindos e o agradeço por me ajudar a realizar mais esse sonho! Parabéns! E que venham mais e mais trabalhos como este!"
ANA TREVISAN
Arquiteta e Paisagista
www.anatrevisan.com